Sentir Gaia, diariamente

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Por José Dias

Sentir Gaia não cabe (só) em palavras, por isso, o filme que antecede este texto. Cabe a quem a visita, a quem nela vive, a quem por ela apenas passa.

Vila Nova de Gaia tem uma área imensa e o meu local favorito é, por excelência, a zona marítima e ribeirinha. Calcorreei a Aguda, local que conheço como os dedos da minhas mãos. Uma praia de pecadores, um espaço social, um canto de permanência junto do mar que, em amena cavaqueira com amigos e família, o pôr-do-sol também é companhia. Porém, não há luz sem escuridão e, por isso, nem tudo é perfeito no local. Sentir Gaia é também dizer o que não está bem, é passar pelos locais e querê-los melhor. Um exemplo: a sul da praia da Aguda, há um esgoto a céu aberto que não é digno da paisagem, do cheiro do mar.

Enquanto cidadão, e desafiando-me num projecto como o Vozes de Gaia, tenho como maior intenção direccionar o meu olhar para o que merece a minha atenção. Elogiar o que merece, alertar e sensibilizar para me juntar aos agentes da mudança.

Sentir Gaia é em todos os caminhos, em todas as esquinas, ver beleza e querer ser parte da minha comunidade. É ser unido às minhas gentes e contribuir para as melhorias com as competências e ferramentas ao meu alcance.

E sinto Gaia. Diariamente.