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Saturday, November 26, 2022

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Do Convento ao Castelo, à descoberta dos tesouros de Gaia

O historiador Joel Cleto é o cicerone desta visita organizada pelo PÚBLICO, no âmbito do projecto Vozes de Gaia. Um convite à descoberta dos segredos e das lendas do património edificado e imaterial do concelho de Vila Nova de Gaia, na manhã de 26 de Março.

Mário Barros

Sabe qual a origem de Vila Nova de Gaia? Conhece a lenda do rei Ramiro? E onde acabam os factos históricos e começam as lendas deste concelho secular? Estes e outros mistérios estão prontos para serem desvendados já este sábado. O jornal PÚBLICO, através do projecto de literacia mediática Vozes de Gaia, organiza no próximo sábado, dia 26 de Março, uma visita pedonal através de alguns dos segredos mais bem guardados de Vila Nova de Gaia.

A orientação da visita está a cargo do historiador Joel Cleto. O ponto de partida é o Convento Corpus Christi, junto ao Cais de Gaia, e termina no Castelo de Gaia (Candal). O percurso é pedonal, tem início às 10h00, com duração prevista de duas horas e meia. As inscrições são gratuitas, sujeitas à lotação da visita, e podem ser feitas através do email vozesdegaia@publico.pt (para efeitos de seguro, são solicitados os seguintes dados pessoais: nome, número de cartão de cidadão e data de nascimento).

Distinguir os factos das lendas

As lendas e os mitos substituem, por vezes, a realidade. Nos dias que correm, o perigo maior esconde-se atrás das notícias falsas. Por isso, é fundamental saber o que é verdade e o que fica no domínio da fantasia. Para se perceber os caminhos que as informações falsas ou alteradas percorrem até chegar a nós, nada melhor do que partir de exemplos históricos para demonstrar como um facto pode ter leituras tão diversas que acaba por ser, ele próprio, “transformado”.

Ao longo da visita, Joel Cleto abordará as origens lendárias e históricas de Vila Nova de Gaia, qual a origem do brasão da cidade, olhará mais de perto alguns dos mais importantes achados arqueológicos no concelho, levar-nos-á a saber um pouco mais acerca do papel que o Convento de Corpus Christi teve na Peste Negra do século XV, ou ainda a imagem de um Cristo na cruz que, até hoje, “gosta” que falem com ele.

O Castelo de Gaia, linha de chegada, foi onde se instalou o primeiro núcleo habitado de Gaia, deixando a descoberto vestígios da ocupação pré-romana e romana das margens do rio Douro. E foi este castelo ou povoado fortificado o alvo da ira dos vizinhos do Porto que, em 1384, não deixaram pedra sobre pedra.

Com base em factos históricos, Joel Cleto fará uma análise crítica às lendas e desmontará algumas das ideias feitas acerca do vasto e rico património de Vila Nova de Gaia. Porque, mesmo dando a devida relevância à narrativa tradicional, aquela que foi sendo passada de geração em geração, importa distinguir o verdadeiro do falso.

Promover a literacia mediática

A distinção entre verdadeiro e falso é também imperativo no tempo das fake news. Numa altura em que as notícias falsas “impõem” a sua verdade e estamos rodeados de informação alterada, não confirmada, incompleta, é fundamental que os cidadãos possuam as ferramentas de conhecimento indispensáveis para poderem distinguir a verdade da realidade transformada. Neste sentido, o Vozes de Gaia enquanto jornal comunitário de e para os cidadãos, está empenhado em cumprir a sua missão de promoção de uma cidadania activa, de combate à iliteracia mediática, ao isolamento social e infoexclusão, de alerta para as vantagens e para os perigos originados pelas redes sociais.

O Vozes de Gaia é um projecto do jornal PÚBLICO e da Fundação INATEL, tendo como investidor social a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, com dois objectivos primordiais: promover a literacia mediática e a educação para os média. Para que os cidadãos possam participar, apenas necessitam de cumprir os requisitos de terem 55 anos ou mais e residirem no concelho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a qualquer momento através do e-mail vozesdegaia@publico.pt, ou no endereço vozesdegaia.publico.pt/inscricao.

* Notícia publicada originalmente no jornal PÚBLICO.

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